A Comissão Europeia anunciou um investimento de 1,07 mil milhões de euros em 57 novos projetos no âmbito do Fundo Europeu de Defesa, com o objetivo de reforçar a capacidade militar e tecnológica da União Europeia. A iniciativa integra-se no plano estratégico de reforço da prontidão até 2030 e apoia diretamente quatro grandes programas de defesa europeus.
Os projetos selecionados abrangem áreas críticas como inteligência artificial, ciberdefesa, drones e sistemas antidrones. Mais de 15 iniciativas irão contribuir para os chamados “flagships” europeus, incluindo a defesa contra drones, a vigilância do flanco leste, o escudo aéreo europeu e o desenvolvimento de capacidades espaciais, reforçando a autonomia estratégica da UE.
Um dos destaques é o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia, incluindo a participação da sua indústria de defesa em projetos financiados. Entre eles está o projeto STRATUS, que prevê o desenvolvimento de sistemas de ciberdefesa com recurso a inteligência artificial para drones, beneficiando da experiência operacional ucraniana em contexto de guerra.
A iniciativa também procura dinamizar o setor ao envolver pequenas e médias empresas, que representam mais de 38% dos participantes e recebem mais de 21% do financiamento total. Algumas ações incluem apoios diretos a startups, com incentivos até 60 mil euros para promover inovação e atrair novos intervenientes para a indústria da defesa.
No total, 634 entidades de 26 Estados-membros da União Europeia e da Noruega participam nos projetos. A Comissão Europeia deverá agora avançar com a formalização dos contratos de financiamento, com a meta de concluir os acordos até ao final do ano, reforçando assim o ecossistema europeu de defesa e inovação.
