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União Europeia reafirma apoio à Ucrânia, lança pacote de defesa e aprova adesão da Bulgária ao euro

Os líderes da União Europeia reuniram-se esta quinta-feira, 26 de junho, em Bruxelas, para a cimeira do Conselho Europeu, marcada por decisões cruciais sobre segurança, defesa, economia e política externa. O encontro, presidido pelo português António Costa, reafirmou o compromisso dos 27 com o apoio à Ucrânia, a estabilidade internacional e o reforço da autonomia estratégica da Europa.

A UE aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 17º desde o início da invasão da Ucrânia, desta vez sobre o setor energético, bancos e a chamada “frota sombra” de petroleiros. Ao mesmo tempo, os Estados-membros prometeram mais apoio militar a Kiev, incluindo sistemas de defesa aérea, e intensificação da cooperação com a indústria de armamento ucraniana. Já foram mobilizados mais de 158 mil milhões de euros para a Ucrânia, dos quais quase 60 mil milhões em ajuda militar.

No plano interno, a grande novidade foi a aprovação da entrada da Bulgária na zona euro a partir de 1 de janeiro de 2026, tornando-se o 21º país a adotar a moeda única. A cimeira também lançou o programa SAFE, um fundo europeu de 150 mil milhões de euros para compras conjuntas de armamento, inovação tecnológica e fortalecimento da base industrial de defesa.

A política externa ganhou destaque com apelos a um cessar-fogo imediato em Gaza, críticas ao bloqueio humanitário imposto por Israel e exigências pela libertação dos reféns em poder do Hamas. Os líderes também alertaram para os riscos nucleares representados pelo Irão e defenderam transições políticas no Líbano e na Síria.

Por fim, o Conselho Europeu anunciou novas medidas para reforçar a competitividade da economia europeia, reduzir burocracia e atrair startups. A cimeira reafirmou ainda o compromisso com o alargamento da União e com a estabilidade dos Balcãs Ocidentais, além de destacar os 40 anos do Acordo de Schengen e da adesão de Portugal e Espanha à UE.

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