Vinte e nove países, incluindo Portugal, emitiram esta terça-feira uma declaração conjunta alertando para a “sofrimento humanitário inimaginável” na Faixa de Gaza, onde, segundo os signatários, a fome está já a instalar-se. Os ministros dos Negócios Estrangeiros e altos responsáveis apelam a uma ação urgente para travar e reverter a situação, sublinhando que o espaço humanitário deve ser protegido e a ajuda nunca deve ser politizada.
O grupo denuncia que novas exigências de registo impostas por Israel estão a ameaçar a permanência de organizações não-governamentais internacionais nos Territórios Palestinianos Ocupados. Caso estas ONG sejam forçadas a sair, a crise poderá agravar-se ainda mais. Os signatários exigem a autorização imediata para todos os carregamentos de ajuda humanitária internacional e a remoção de barreiras à atuação de agentes humanitários essenciais, defendendo o uso de todas as passagens e rotas para permitir a entrada maciça de alimentos, água potável, combustível, medicamentos, abrigo e equipamentos médicos.
A declaração apela igualmente a que não seja usada força letal em locais de distribuição de ajuda, garantindo a proteção de civis, trabalhadores humanitários e profissionais de saúde. Os países signatários manifestam ainda gratidão aos Estados Unidos, Qatar e Egito pelos esforços para alcançar um cessar-fogo e avançar para a paz. Entre as prioridades estão o fim da guerra, a libertação de reféns e a entrada sem restrições de ajuda por via terrestre.
O documento foi assinado por ministros e responsáveis da Austrália, Bélgica, Canadá, Chipre, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Noruega, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, bem como por Kaja Kallas, Dubravka Šuica e Hadja Lahbib.
