O Fundo Monetário Internacional defende que os governos mais endividados terão de reforçar o controlo das despesas, numa altura em que a dívida pública mundial poderá ultrapassar 100% do PIB antes de 2030. Kristalina Georgieva considera que o crescimento económico, por si só, já não será suficiente para equilibrar as contas públicas.
A diretora-geral do FMI destacou também o aumento dos custos de financiamento e defendeu políticas monetárias prudentes e restritivas. Segundo Georgieva, as recentes subidas das taxas de juro nos Estados Unidos, zona euro e Japão são adequadas perante as atuais pressões inflacionistas.
A economia mundial enfrenta simultaneamente o impacto dos preços elevados da energia e o forte investimento em inteligência artificial. O petróleo próximo dos 100 dólares por barril poderá continuar a pressionar a inflação, mesmo que as tensões no Golfo diminuam.
O FMI estima que a inteligência artificial possa acrescentar até 0,5 pontos percentuais por ano ao crescimento mundial, mas alerta para riscos associados ao rápido aumento do investimento. Entre as preocupações estão possíveis perdas de emprego, ciberataques e uma eventual correção nos mercados caso as expectativas económicas em torno da tecnologia não se concretizem.
