O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou para 3,1% a previsão de crescimento da economia mundial em 2026, apoiado pela resistência das economias avançadas e pelo investimento em inteligência artificial. Apesar da revisão positiva, o ritmo deverá ficar abaixo dos 3,5% estimados para 2025.
Na zona euro, o crescimento deverá situar-se em 1,1% este ano e atingir 1,2% em 2027. Os elevados custos da energia e a fraca confiança dos consumidores continuam a limitar a recuperação, enquanto a inflação poderá alcançar 3,1% em 2026 e 2,8% no próximo ano.
As previsões apontam para um crescimento de 2,5% em Espanha, 1,3% na Alemanha e apenas 0,4% em França. Fora da zona euro, o Reino Unido deverá crescer 1,3%, enquanto a economia chinesa poderá abrandar para 4,5%, devido sobretudo à debilidade da procura interna.
O FMI alerta que os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia continuam a pressionar os preços energéticos, prejudicando especialmente os países importadores. A instituição recomenda medidas de apoio temporárias e direcionadas, disciplina orçamental e políticas monetárias centradas no controlo da inflação.
