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Jurista Navi Pillay conquista Prémio Nobel da Paz de 2026 pelo trabalho na defesa dos direitos humanos

A jurista sul-africana de origem indiana Navi Pillay foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz de 2026, em reconhecimento pelo seu contributo para a justiça internacional e a defesa dos direitos humanos. O anúncio foi feito esta sexta-feira, em Oslo, na Noruega, destacando o percurso da antiga responsável das Nações Unidas na promoção do respeito pelo direito internacional. (Associated Press)

Ao longo da sua carreira, Navi Pillay desempenhou funções de relevo em instituições judiciais internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional e o Tribunal Internacional de Justiça. Foi também alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, cargo a partir do qual acompanhou questões relacionadas com a protecção das populações vulneráveis e a responsabilização por violações dos direitos fundamentais.

A jurista liderou ainda uma comissão de investigação das Nações Unidas que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza, uma acusação rejeitada por Israel. O seu trabalho incidiu igualmente sobre outros conflitos e situações de violência, tendo defendido a aplicação do direito internacional e a responsabilização dos envolvidos em crimes graves.

A atribuição do prémio surge num contexto de tensões internacionais e de debate sobre o papel das instituições de justiça na resolução de conflitos. A distinção reconhece o percurso de Pillay na defesa dos direitos humanos e da justiça internacional, áreas que marcaram várias décadas da sua actividade profissional.

O Prémio Nobel da Paz integra as distinções instituídas a partir do legado de Alfred Nobel e é atribuído anualmente a pessoas ou organizações que contribuam de forma significativa para a paz. A cerimónia oficial de entrega dos prémios Nobel está prevista para Dezembro.

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