A seca atingiu 63% do território brasileiro em janeiro de 2026, mantendo-se estável em 5,4 milhões de quilômetros quadrados na comparação com dezembro de 2025, segundo a última atualização do Monitor de Secas.
O levantamento indicou intensificação do fenômeno em oito estados, todos no Nordeste e no Pará, estabilidade em quatro e abrandamento em 13 unidades da Federação. O Rio Grande do Sul voltou a registrar seca, enquanto o Acre deixou de apresentar o fenômeno.
Entre dezembro e janeiro, a severidade da seca aumentou em Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Houve abrandamento no Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins. Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina mantiveram estabilidade.
O Nordeste concentrou o quadro mais grave, sendo a única região com registro de seca extrema e com 97% da área afetada. O Sul apresentou a condição mais branda e o menor percentual de área com seca, 35%, embora tenha sido a única região onde a área impactada cresceu em janeiro. No Centro-Oeste, Norte e Sudeste, o fenômeno perdeu intensidade no período.
Onze unidades da Federação registraram seca em 100% do território: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins. Nos demais estados com ocorrência do fenômeno, os percentuais variaram de 21% a 94%. Considerando a extensão territorial afetada, Mato Grosso liderou em área total com seca, seguido por Minas Gerais, Bahia, Amazonas e Pará.
O Monitor de Secas realiza acompanhamento mensal com base em indicadores climáticos e impactos de curto e longo prazo, a partir de dados fornecidos pelos estados e instituições parceiras.
Ígor Lopes
