Nas últimas 72 horas, a tensão entre Israel e Irão atingiu níveis alarmantes. A 13 de junho, Israel lançou a Operação Rising Lion, uma série de ataques aéreos e operações secretas coordenadas pela Mossad no território iraniano. Mais de 100 alvos foram atingidos, incluindo instalações nucleares (Natanz, Isfahan), bases militares e altos comandantes da Guarda Revolucionária – entre eles Hossein Salami e Mohammad Bagheri – resultando em centenas de mortos no Irã, civis e militares.
O Irão retaliou disparando mais de 150 mísseis balísticos e centenas de drones kamikaze contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Petah Tikva. Embora o sistema Iron Dome tenha interceptado a maioria, cerca de 24 civis foram mortos e centenas ficaram feridos. Em resposta, Israel afirma ter destruído um terço dos lançadores de mísseis iranianos e garantido superioridade aérea sobre Teerão.
As consequências humanitárias são graves em ambos os países: além de edifícios danificados e civis atingidos, milhares fugiram de Teerão, enquanto emergem temores de um conflito mais amplo. A comunidade internacional, incluindo o G7 e o Conselho de Segurança da ONU, está em alerta, pedindo contenção. O presidente Trump manifestou receio de uma escalada — embora tenha vetado tentativas israelenses de eliminar o aiatolá Khamenei.
O Irão recusa negociações enquanto estiver sob ataque e Israel declarou que continuará a agir para impedir qualquer ameaça nuclear iraniana. O risco de ampliar o conflito a outros países da região e afetar mercados globais, em especial o das energias, permanece elevado.
