A crise no Médio Oriente agravou-se nas últimas 72 horas, com uma vasta ofensiva militar que envolve os Estados Unidos, o Israel e o Irão, espalhando-se por vários países da região.
Desde o início da campanha aérea conjunta contra alvos iranianos, as tensões transformaram-se numa confrontação aberta que já provocou centenas de mortos e numerosos feridos. No Irão, o número de vítimas mortais ultrapassou as cinco centenas em ataques a várias cidades, muitos deles civis, segundo dados da sociedade do Crescente Vermelho iraniano.
O conflito ganhou uma dimensão ainda mais dramática após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano, desencadeando uma série de represálias por parte de Teerão. Estes contra-ataques incluíram mísseis e drones lançados contra cidades e infra-estruturas em países vizinhos, com consequências mortais em zonas urbanas. No Emirados Árabes Unidos, pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após ataques iranianos que danificaram áreas de Dubai e Abu Dhabi e forçaram o encerramento de aeroportos.
Líbano voltou igualmente a sofrer intensos bombardeamentos, especialmente nas regiões do sul e nos subúrbios de Beirute, após lançamentos de rockets por parte do grupo Hezbollah contra território israelita. As autoridades libanesas relatam mais de cinquenta mortos e milhares de deslocados devido às operações militares em curso.
A escalada militar também se estende a outras partes do Golfo e do Médio Oriente: ataques iranianos atingiram bases militares estrangeiras, incluindo uma base britânica em Chipre, e incidentes aéreos perturbadores tiveram lugar no Kuwait, onde defesas antiaéreas derrubaram aviões de combate americanos.
