A economia dos países árabes deverá crescer 3,7% em 2026, acima dos 2,9% registados em 2025, indicando uma recuperação gradual apesar das tensões geopolíticas e das pressões financeiras globais.
A previsão consta do mais recente relatório divulgado pela Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental, que analisa as perspectivas macroeconómicas da região e destaca sinais de estabilização após anos de volatilidade.
De acordo com o documento, o crescimento será impulsionado pela descida dos preços das matérias-primas, pela normalização das cadeias de abastecimento e pela expansão das exportações não petrolíferas. Os países de elevado rendimento deverão registar um crescimento do Produto Interno Bruto de 4,2% em 2026, enquanto as economias de rendimento médio deverão atingir 3,3%. Já os países de baixo rendimento deverão recuperar modestamente, com um crescimento estimado em 1,7%, após uma contração económica no ano anterior.
O relatório prevê também uma redução gradual da inflação e dos níveis de dívida pública em vários países, reflectindo os efeitos das reformas económicas e das políticas de diversificação. Ainda assim, persistem desafios significativos, sobretudo nos países mais vulneráveis, onde crises humanitárias, pressões fiscais e conflitos continuam a limitar o crescimento sustentável.
A Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental recomenda que os países árabes reforcem os investimentos em sectores não dependentes do petróleo, apostem na transformação digital e no capital humano e promovam reformas estruturais para aumentar a resiliência económica.
