O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou na quarta-feira (25) que sua principal prioridade é o retorno imediato dos inspetores internacionais ao Irão para avaliar os danos causados pelos recentes ataques aéreos e verificar os stocks de urânio enriquecido do país.
Após os ataques, o Irão comunicou à AIEA que tomou “medidas especiais” para proteger o seu material nuclear, mas sem fornecer detalhes. Grossi afirmou que só será possível confirmar a integridade dos stocks e das instalações por meio de inspeções in loco. Apesar disso, o parlamento iraniano aprovou um projeto de lei para suspender a cooperação com a agência, o que pode dificultar o acesso dos inspetores.
A tensão ocorre perante um cessar-fogo frágil entre Irão e Israel, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais. Grossi também expressou preocupação com um projeto que prevê a saída do Irão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), classificando a medida como “muito lamentável” e alertando para o risco de maior isolamento do país.
