No atual cenário de tensão entre Irão, Israel e Estados Unidos, a guerra pode não ser decidida apenas pela precisão dos ataques, mas pela capacidade de manutenção do arsenal. Teerão adota uma estratégia de saturação: lançar drones e mísseis em quantidade superior à capacidade de reposição dos interceptores norte-americanos.
Sistemas de defesa avançados como Patriot, THAAD e Standard Missile estão a ser consumidos rapidamente, com cada interceptor custando milhões de dólares, enquanto um drone iraniano vale apenas algumas dezenas de milhares de euros. A desproporção entre custo e quantidade favorece o Irão, tornando a guerra uma corrida logística mais do que tecnológica.
Analistas estimam que, ao ritmo atual, as reservas de interceptores da coligação poderiam esgotar-se em quatro a cinco dias. A produção de novos mísseis defensivos demora meses ou anos, criando uma janela crítica em que os alvos ficam vulneráveis. Assim, a vitória poderá depender da resistência das linhas de abastecimento e da capacidade de manter munições, em vez de avanços no campo de batalha.
