e-Global

Israel faz ataque terrorista em território da União Europeia contra ativistas humanitários

Um navio que transportava cerca de 30 ativistas e ajuda humanitária para auxiliar os habitantes Palestinianos retidos na Faixa de Gaza (num bloqueio que inclui não deixar entrar comida ou água) foi atacado por drones Israelitas a 25 quilómetros de Malta, país pertencente à União Europeia, esta sexta-feira.

A tripulação de pacifistas, coordenada pela Coligação da Flotilha da Liberdade (CFL), informou as autoridades Maltesas da ofensiva ilegal Israelita após dois ataques de drones que atingiram o navio, causando danos significativos à embarcação (incluindo um incêndio no motor e uma rutura no casco) e o risco de naufrágio. Vários vídeos foram divulgados nas redes sociais com imagens das chamas dentro do navio atingido (chamado ‘Consciência’) e segundo Nicole Jenes, pertencente à CFL, alguns membros a bordo informaram que estiveram escondidos nos quartos do navio por temerem mais ataques Israelitas.

O grupo fez apelos a vários oficiais europeus para que os ativistas da tripulação fossem resgatados, mas inicialmente apenas o governo do Chipre respondeu, após anunciar que um dos seus navios iria tentar salvar os membros retidos na embarcação da CFL. Horas após os ataques Israelitas, o governo Maltês anunciou que o incêndio no barco estava sob controlo; porém a ativista Sueca Greta Thunberg, que se encontrava em Malta e que tinha planeado juntar-se à flotilha, afirmou que a embarcação ainda se encontrava sob sérios riscos de afundamento.

Este não foi o único ataque de Israel contra ativistas em anos recentes; em 31 de Maio de 2010, efetuou uma operação militar contra seis navios pertencentes à organização humanitária Flotilha da Liberdade de Gaza no Mar Mediterrâneo, matando 10 membros a bordo e ferindo 30 ativistas.

Segundo a CFL, os ataques Israelitas de hoje constituem um crime de guerra e que Israel continua impunemente a cometer um genocídio em Gaza com a cumplicidade da Comunidade Internacional.

João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global

Exit mobile version