Este domingo, dia oficial para o fim do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, as forças Israelitas mataram 22 pessoas e feriram pelo menos 124, quando estas tentavam regressar às suas residências.
Desde a madrugada, milhares de civis deslocaram-se de vários pontos do país para retornar às suas aldeias de origem, após mais de um ano de ausência forçada devido às agressões israelitas. Estas movimentações em massa ocorreram apesar das ameaças do porta-voz militar israelita, Avichay Adraee, que avisou que ninguém poderia regressar a mais de 60 aldeias no sul do Líbano sob o risco de haver retaliação violenta pelas forças Israelitas.
Entretanto, o Exército libanês esteve presente no sul e em várias ocasiões tentou conter as multidões e impedi-las de avançar em direção às zonas ocupadas. Contudo, muitos Libaneses aproximaram-se das tropas Israelitas e dos respetivos tanques militares a exigir a sua retirada, tendo como resposta tiros de metralhadora. Estes actos de violência, considerados crimes de guerra, foram condenados por diversos políticos Libaneses, incluindo o Presidente do Parlamento, Nabih Berri, que apelou a uma ação imediata por parte da Comunidade Internacional para forçar Israel a evacuar imediatamente.
Os EUA, um dos agentes mediadores no acordo do cessar-fogo, juntamente com a França, avançou que o cessar-fogo terá de permanecer em vigor até 18 de Fevereiro para permitir uma saída mais progressiva das tropas Israelitas do território Libanês.
Esta decisão foi tomada após queixas recentes de Israel que acusou o Exército Libanês de não garantir que o Hezbollah será totalmente desarmado, justificando assim a continuação da sua presença ocupadora no sul do Líbano.
João Sousa, e-Global
