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Israel rejeita decisão da UE de rever acordo comercial devido à ofensiva em Gaza

O governo israelita rejeitou com firmeza a decisão da União Europeia de rever o Acordo de Associação UE-Israel, motivada pela intensificação da ofensiva militar em Gaza e por possíveis violações de direitos humanos.

A revisão, proposta pelos Países Baixos, recebeu apoio de 17 dos 27 Estados-membros, incluindo Portugal, França, Espanha e Irlanda.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que há uma forte maioria favorável à revisão do artigo 2.º do acordo, que exige respeito pelos direitos humanos como condição para a cooperação. Segundo Kallas, a situação humanitária em Gaza é “catastrófica” e exige uma resposta urgente.

Em reação, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, Oren Marmorstein, afirmou que a decisão da UE ignora a realidade do conflito e responsabilizou o Hamas pela continuação da guerra. Por outro lado, considerou ainda as críticas como um incentivo à resistência do grupo militante.

Apesar das tensões, Israel garantiu que continuará a dialogar com a UE. Paralelamente, o Reino Unido suspendeu negociações comerciais, impôs sanções a colonos da Cisjordânia e convocou o embaixador israelita, criticando a ofensiva como “intolerável”.

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