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Líbano enfrenta nova escalada de violência apesar do prolongamento do cessar-fogo

O sul do Líbano voltou a registar dias de forte tensão, apesar do recente prolongamento por 45 dias do cessar-fogo negociado com a mediação dos Estados Unidos. Nas últimas horas, os ataques israelitas atingiram várias localidades do sul do país, provocando vítimas mortais, destruição de habitações e novas operações de busca e salvamento entre os escombros.

Segundo autoridades libanesas relatadas por diferentes meios internacionais, os bombardeamentos recentes causaram pelo menos 19 mortos, incluindo mulheres e crianças, nas zonas da província do Tiro. Equipas de emergência conduziram os trabalhos de remoção de destroços e procura de sobreviventes em aldeias afectadas, numa altura em que milhares de famílias permaneceram deslocadas ou em situação de vulnerabilidade.

A renovação da trégua tinha sido anunciada a 15 de maio com o objectivo de criar condições para novas negociações diplomáticas e reduzir os confrontos ao longo da fronteira entre Israel e o Líbano. No entanto, os ataques e as trocas de acusações entre as partes permaneceram-se, levantando dúvidas sobre a capacidade do acordo de produção de uma redução da tensão da violência.

Além da dimensão militar, cresce também a preocupação humanitária. As organizações internacionais alertam para o agravamento da insegurança alimentar e para os impactos económicos e sociais do conflito prolongado. Dados recentes apontam para mais de um milhão de deslocamentos internos e dificuldades crescentes no acesso a alimentos, serviços básicos e atividades agrícolas em várias regiões do país.

Entretanto, multiplicam-se os apelos internacionais para o regresso à estabilidade. Entre eles, o do Leão XIV, que esta semana voltou a pedir paz para o Líbano e para todo o Médio Oriente, defendendo uma solução que permita proteger os cidadãos e evitar um agravamento do conflito.

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