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Líbano: Escalada militar no sul do do país agrava crise humanitária

Nas últimas 24 horas, o Líbano voltou a ser palco de intensos confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah, com novos bombardeamentos aéreos e ataques com mísseis a atingirem várias zonas do sul do país. Segundo autoridades locais, pelo menos 33 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas no mais recente balanço diário, fazendo subir para mais de mil o número total de vítimas desde o início da escalada.

O exército israelita intensificou as operações com o objetivo de isolar posições do Hezbollah, incluindo a destruição de pontes e infraestruturas estratégicas no sul do território. Há também indicações de que Israel pretende estabelecer uma zona de segurança até ao rio Litani, o que poderá implicar uma presença militar prolongada e o controlo de parte do território libanês.

Em resposta, o Hezbollah continua a lançar rockets e drones a partir do território libanês contra alvos israelitas, contribuindo para um ciclo de ataques e contra-ataques que está a agravar a instabilidade regional. Cidades libanesas têm registado danos significativos devido a explosões e queda de destroços, enquanto milhares de civis abandonam as suas casas perante o avanço das operações militares.

Organizações internacionais alertam para o risco de uma escalada ainda maior do conflito, numa altura em que o Líbano se encontra no centro de uma crise regional mais ampla envolvendo o Irão e Israel, aumentando os receios de um conflito de maiores dimensões no Médio Oriente.

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