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Líbano: ONU alerta para agravamento da crise humanitária após novos ataques

(C) João Sousa

A situação humanitária no Líbano agravou-se nas últimas 24 horas, com mais ataques registados no sul do país apesar do cessar-fogo anunciado entre Israel e o Hezbollah. Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas, mais de 100 bombardeios foram registados num único dia, provocando mortos, feridos e novas deslocações de civis.

De acordo com o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, pelo menos 87 pessoas morreram durante o fim da semana em consequência da escalada da violência. As autoridades libanesas relataram ainda a morte de dois paramédicos ligados ao Comité Islâmico de Saúde, atingidos em ataques aéreos no sul do país.

A Organização Mundial da Saúde informou que já foram registados 158 ataques contra estruturas de saúde desde o início da nova escalada militar, em março. Os ataques provocaram mais de uma centena de mortos e centenas de feridos, além do encerramento parcial ou total de hospitais e centros de saúde em várias regiões do sul libanês.

As Nações Unidas alertaram também para o aumento das necessidades humanitárias entre os deslocados, incluindo mulheres grávidas e crianças, muitas vezes sem acesso adequado a alimentação, água potável e cuidados médicos. Apesar das dificuldades, as agências humanitárias continuam a distribuir refeições, vacinas e assistência médica de emergência de forma cooperativa com o Governo libanês.

Entretanto, o Exército Israelita afirmou esta terça-feira ter atacado mais de 1.100 alvos do Hezbollah desde o início da trégua em abril, alegando tratar-se de operações para evitar novas ameaças na fronteira. O conflito mantém a região em alta tensão diplomática e militar, enquanto a comunidade internacional continua a pedir um cessar-fogo duradouro e a proteção da população civil.

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