O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel vai lançar uma nova ofensiva militar para derrotar “de forma definitiva” o Hamas. Garantiu que o objetivo não é ocupar Gaza, mas sim remover o grupo do poder, estabelecer o controlo israelita da segurança e entregar a administração a autoridades civis não israelitas. Acrescentou que tem um calendário “curto” para estas ações.
Durante uma conferência com jornalistas estrangeiros, Netanyahu acusou o Hamas de ser o responsável pela destruição e pela crise humanitária na Faixa de Gaza.
Relembrou os ataques de 7 de outubro de 2023, que causaram mais de mil mortos, e assegurou que Israel “não esquecerá” esses acontecimentos.
O líder israelita adiantou ainda que ordenou às forças armadas que permitam a entrada de mais repórteres internacionais no território, o que representaria uma mudança face às restrições atuais.
A perspetiva de prolongamento da guerra está a gerar forte contestação interna. Familiares de reféns e grupos da sociedade civil convocaram protestos e apelaram a uma greve geral para pressionar o governo a recuar na decisão de avançar para a cidade de Gaza. Das 251 pessoas raptadas pelo Hamas no ataque de 2023, cerca de 50 continuam em cativeiro, sendo que 20 estarão vivas.
Paralelamente, operações militares na Cisjordânia intensificaram-se.
Segundo dados israelitas, cerca de 40 mil palestinianos foram deslocados das suas casas desde o início do ano, no maior êxodo forçado desde 1967.
As autoridades defendem que estas ações visam eliminar focos de militância, num contexto em que a violência aumentou desde o início da guerra em Gaza.
