e-Global

ONU denuncia agravamento da violência no sul do Líbano e alerta para violações da resolução 1701

A situação de segurança ao longo da Linha Azul, que separa Israel e o Líbano, deteriorou-se significativamente nas últimas semanas, segundo a Organização das Nações Unidas. A informação foi avançada a 3 de Setembro pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, que denunciou o reforço da presença militar israelita na zona e o que classificou como violações da resolução 1701 do Conselho de Segurança.

A UNIFIL, missão de manutenção da paz das Nações Unidas no Líbano, registou um aumento acentuado da violência em Agosto. Só a 1 de Setembro foram contabilizados 56 projécteis disparados pelas forças israelitas, número que aumentou para 84 no dia seguinte. A ONU indicou, por outro lado, que não foram detectados lançamentos de projécteis por militantes do Hezbollah desde 21 de Junho, apesar da continuidade dos confrontos no sul do Líbano.

As forças de paz continuam também a registar violações diárias do espaço aéreo libanês, ataques aéreos e actividades terrestres e navais. Uma das principais preocupações da UNIFIL é a consolidação e fortificação de posições israelitas a norte da Linha Azul, incluindo a construção de novas infra-estruturas e trabalhos de engenharia. A missão observou ainda pessoas identificadas como trabalhadores civis israelitas envolvidos em operações de demolição associadas a actividades militares.

Perante a situação, o porta-voz da ONU voltou a exigir a retirada das forças israelitas de todas as posições situadas a norte da Linha Azul, em conformidade com a resolução 1701 e com o respeito pela soberania e integridade territorial do Líbano. Apesar das tensões, a UNIFIL mantém as suas actividades humanitárias e de coordenação, tendo facilitado 20 missões humanitárias entre segunda e quarta-feira, 16 das quais no sector ocidental da missão.

Entretanto, a situação humanitária em Gaza continua igualmente crítica. Equipas das Nações Unidas recolheram centenas de paletes de ajuda através da passagem de Kerem Shalom, incluindo fraldas para adultos, mochilas escolares e alimentos destinados a bebés e crianças.

A Organização Mundial da Saúde revelou ainda ter apoiado, juntamente com parceiros, a evacuação médica de mais de 13 mil doentes de Gaza desde Outubro de 2023, entre os quais mais de 6 mil crianças, apelando à reabertura das vias de encaminhamento médico para permitir o acesso a tratamentos especializados que continuam indisponíveis no enclave.

Exit mobile version