A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, apelaram aos líderes do G7 para acelerarem a conclusão do acordo internacional destinado a reforçar a preparação e a resposta global a futuras pandemias.
Numa declaração conjunta, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e Lula defenderam que os países mais desenvolvidos devem demonstrar vontade política para finalizar os pontos ainda pendentes do tratado, aprovado no ano passado, mas que continua sem estar plenamente concluído.
As negociações centram-se atualmente no mecanismo de partilha de agentes patogénicos e na distribuição dos benefícios resultantes do desenvolvimento de vacinas, testes e tratamentos. O objetivo é garantir que os países que partilham informação e recursos durante emergências sanitárias tenham acesso equitativo às soluções desenvolvidas.
Os dois responsáveis sublinharam que a experiência da pandemia de covid-19 demonstrou a necessidade de reforçar a cooperação internacional e de criar mecanismos mais eficazes para responder a futuras crises sanitárias.
A OMS estima que a covid-19 tenha provocado até 20 milhões de mortes em todo o mundo, enquanto o impacto económico global ultrapassou os 13 biliões de dólares (cerca de 11,2 biliões de euros). Perante o risco de novas pandemias nas próximas décadas, Tedros e Lula defenderam que a preparação global deve ser encarada como uma prioridade estratégica e não apenas como um ato de solidariedade internacional.
