A Organização das Nações Unidas prestou homenagem na passada quarta-feira (5) aos 168 funcionários que perderam a vida em serviço no último ano, durante uma cerimônia na sede da ONU em Nova Iorque. O secretário-geral António Guterres destacou que os homenageados “não eram apenas nomes em uma lista”, mas sim “pessoas extraordinárias – cada uma com uma história de coragem, compaixão e serviço”.
A maioria das mortes ocorreu na Faixa de Gaza, onde mais de um funcionário da UNRWA em cada cinquenta foi morto desde o início do conflito, marcando o maior número de perdas de pessoal na história da organização. Guterres afirmou que “não aceitaremos que o assassinato de trabalhadores humanitários, jornalistas, profissionais de saúde ou civis se torne uma nova normalidade”.
Os homenageados vieram de 31 países e atuavam em diferentes áreas, como educação, saúde, engenharia, administração e operações de paz. Guterres lembrou que trabalhar para a ONU “é mais que um emprego — é uma vocação”, e destacou que o legado dos que morreram deve viver através do compromisso contínuo com a paz e os direitos humanos.
A presidente do Sindicato do Pessoal das Nações Unidas, Narda Cupidore, reforçou o apelo por mais proteção: “Que esta homenagem seja mais do que um minuto de silêncio. Que seja um chamado à ação para garantir que todos que servem sob a bandeira azul o façam com proteção, apoio e respeito absolutos”.
