O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu ligeiramente em junho de 2025, atingindo uma média de 128 pontos — um aumento de 0,5% em relação a maio. A alta foi impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de carnes, laticínios e óleos vegetais. Por outro lado, os preços internacionais dos cereais e do açúcar recuaram, equilibrando parcialmente o índice. Ainda assim, os preços permanecem 5,8% mais altos do que no mesmo período do ano passado, embora distantes do pico registado em março de 2022.
Entre os destaques, os preços da carne alcançaram um novo recorde histórico, com subidas nas carnes bovina, suína e ovina. Os laticínios também registraram aumento, especialmente a manteiga, que subiu devido à oferta limitada na Oceânia e na União Europeia, combinada com a forte procura na Ásia. Já os óleos vegetais subiram 2,3%, com destaque para os óleos de palma e soja, puxados pela maior procura global e pelo mercado de biocombustíveis.
Apesar da queda no preço dos cereais, a FAO estima que a produção global dessas culturas deve alcançar um recorde de 2,925 milhões de toneladas em 2025, 2,3% acima do volume de 2024. A previsão é impulsionada pelas boas colheitas esperadas na Índia, Paquistão e Brasil, especialmente para trigo, arroz e milho. No entanto, alertas sobre clima quente e seco em algumas regiões-chave indicam que os rendimentos ainda podem ser afetados.
A organização também prevê um aumento de 2,2% nos stocks globais de cereais ao fim da safra 2025/26, o que sugere um equilíbrio relativamente confortável entre oferta e consumo. O comércio internacional também deve crescer, com destaque para o arroz, cuja movimentação poderá atingir um recorde de 60,8 milhões de toneladas.
