A inflação anual nos Estados Unidos manteve-se nos 3,4% em agosto, mas a subida mensal dos preços acelerou para 0,4%, o ritmo mais elevado desde maio. A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, abrandou de 2,5% para 2,4%.
Os dados surgem poucos dias antes da reunião da Reserva Federal, marcada para 16 de setembro. Após a divulgação dos números, os mercados passaram a atribuir uma probabilidade superior a 90% a uma subida de 0,25 pontos percentuais nas taxas de juro.
A pressão inflacionista está a ser agravada pelo aumento dos preços da energia. O gasóleo ultrapassou pela primeira vez os seis dólares por galão nos EUA, enquanto a gasolina atingiu uma média nacional de 4,22 dólares. O petróleo também voltou a superar os 100 dólares por barril.
O impacto do aumento dos combustíveis poderá ainda não estar totalmente refletido nos dados de agosto. O encarecimento do transporte e da energia deverá pressionar posteriormente os preços de alimentos e outros bens, complicando a tarefa da Fed de aproximar a inflação da meta de 2%.
