Os cigarros eletrónicos com nicotina podem ser mais eficazes do que métodos tradicionais, como adesivos e pastilhas, para ajudar a deixar de fumar, conclui um estudo da Universidade de Oxford publicado na revista Addiction.
A análise, que reuniu várias revisões científicas, indica que estes dispositivos aumentam as probabilidades de cessação tabágica, com mais utilizadores a abandonar o tabaco em comparação com terapias de substituição de nicotina.
Apesar disso, os investigadores alertam que os riscos para a saúde não estão totalmente esclarecidos. Embora não existam provas conclusivas de efeitos graves, há evidência de exposição a substâncias potencialmente cancerígenas. Ainda assim, o uso de cigarros eletrónicos representa uma redução significativa desses riscos face ao tabaco tradicional.
A Organização Mundial da Saúde mantém uma posição crítica, sobretudo devido ao aumento do consumo entre jovens. Estima-se que mais de 100 milhões de pessoas utilizem estes dispositivos em todo o mundo, incluindo milhões de adolescentes, o que levanta preocupações sobre uma nova vaga de dependência da nicotina.
