Um estudo realizado por organizações de monitorização digital concluiu que várias páginas do Facebook identificadas repetidamente por divulgar informações falsas continuaram a obter rendimentos através da plataforma, mesmo depois de terem sido alvo de medidas disciplinares.
A análise mostra que muitas destas páginas mantiveram ou recuperaram o acesso a mecanismos de monetização após períodos de suspensão, levantando dúvidas sobre a eficácia das regras aplicadas pela Meta contra a desinformação. Em diversos casos, as restrições tiveram duração limitada e as contas voltaram a gerar receitas pouco tempo depois.
Os autores do relatório defendem uma maior fiscalização das plataformas digitais e apelam às autoridades europeias para avaliarem se as obrigações de combate à desinformação estão a ser cumpridas. O tema reforça as preocupações sobre o impacto económico da propagação de conteúdos falsos nas redes sociais e os desafios enfrentados na sua regulação.
