O Banco Nacional de Angola (BNA) reviu em baixa a previsão de inflação para o final de 2026, passando de 11,5% para 8,6%, refletindo a desaceleração dos preços observada nos últimos meses. Em simultâneo, elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% para 3,6%, impulsionada pelo desempenho do setor não petrolífero, cuja expansão deverá atingir 4,32%.
No primeiro trimestre de 2026, a economia angolana cresceu 5,32%, com o setor não petrolífero a avançar 6,22%, enquanto o setor petrolífero registou uma ligeira contração. A inflação homóloga abrandou para 10,11% em junho e o banco central acredita que o país poderá atingir uma inflação de um dígito já em julho, caso se mantenha a atual trajetória de desaceleração.
O governador do BNA, Manuel Tiago Dias, destacou que a redução da inflação deverá contribuir para a diminuição das taxas de juro, melhorar o poder de compra das famílias e criar condições mais favoráveis ao investimento e ao financiamento das empresas. Apesar de reconhecer a existência de riscos externos, o banco central considera que, até à próxima reunião de política monetária, não se antecipam fatores capazes de inverter a tendência de descida dos preços na economia angolana.
