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Angola: Conselho Económico e Social apresenta propostas para reforçar sistema financeiro e industrialização

O Conselho Económico e Social (CES) de Angola aprovou um conjunto de contributos técnicos destinados ao reforço do sistema financeiro nacional e à promoção da industrialização do país, durante a sua 2.ª Reunião Plenária, realizada a 3 de julho, em Luanda. Os trabalhos decorreram sob a orientação do coordenador do órgão, José Octávio Serra Van-Dúnem.

Na vertente económica, os conselheiros analisaram os impactos da implementação das normas de Basileia III no sector bancário angolano e debateram a estratégia “Energia e Água como Catalisadores da Industrialização de Angola: Desenvolvimento dos Corredores Económicos (2026–2040)”. Das discussões resultaram recomendações centradas no reforço da supervisão prudencial, na melhoria dos requisitos de solvabilidade e liquidez das instituições financeiras e na definição de prioridades para impulsionar o desenvolvimento industrial.

Na área social, o plenário apreciou um estudo sobre a agroindústria em Angola, que identifica os principais desafios e oportunidades do sector. Os participantes destacaram o papel da agroindústria na diversificação da economia, no fortalecimento das cadeias de valor agrícola e na promoção de um desenvolvimento rural mais inclusivo e sustentável. Já na área empresarial, os debates centraram-se na revitalização do sector imobiliário e em medidas para estimular o investimento produtivo e a criação de emprego.

Durante a reunião, os conselheiros apresentaram ainda contributos para reforçar o papel do CES como espaço de concertação económica e social e de apoio à formulação de políticas públicas. O coordenador informou igualmente sobre a integração do Conselho na União dos Conselhos Económicos e Sociais de África (UCESA), na qualidade de membro de pleno direito, destacando o apoio do Presidente João Lourenço para concretizar este objetivo e reforçar a presença de Angola nos fóruns continentais.

A sessão ficou também marcada pela apresentação do relatório de atividades da instituição e do mapa consolidado das despesas entre junho de 2025 e junho de 2026, reafirmando o compromisso do Conselho com a transparência, a disciplina orçamental e a boa governação. Os conselheiros encerraram os trabalhos reiterando o compromisso de contribuir para o desenvolvimento económico e social sustentável de Angola através de propostas de apoio às políticas públicas.

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