A última sessão deste ano parlamentar em Angola iniciou com um minuto de silêncio em memória das 30 pessoas mortas, no final de julho, durante os protestos e tumultos contra o aumento do custo de vida no país.
As bancadas parlamentares dos maiores partidos – Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) – debateram sobre se foram protestos ou tumultos, e quem teriam sido os culpados. Se era o Governo, por não ouvir os cidadãos, ou os opositores, por alegadamente incentivarem a desordem.
No entanto, o Parlamento não debateu, novamente, a implementação das autarquias. Para a oposição, o pacote legislativo autárquico é essencial para trazer o desenvolvimento e os empregos exigidos pelos cidadãos angolanos, mas continuam por aprovar três instrumentos jurídicos.
Recorde-se que há já alguns anos é adiada a aprovação final do referido pacote.
