A greve de três dias dos taxistas angolanos, que teve início esta segunda-feira, 28 de julho de 2025, em protesto contra o aumento do preço do gasóleo, atingiu um ponto crítico com relatos crescentes de pilhagens e atos de vandalismo em várias zonas da capital, Luanda. A paralisação, que já causava graves constrangimentos na mobilidade urbana, agora agrava-se com a escalada da violência e desordem.
As redes sociais e alguns meios de comunicação locais têm partilhado vídeos e testemunhos de estabelecimentos comerciais, nomeadamente supermercados e pequenas lojas, a serem alvo de saques. A escassez de transporte público e a frustração crescente da população, aliadas à falta de policiamento eficaz em algumas áreas, parecem ter contribuído para a atmosfera de instabilidade.
As autoridades policiais ainda não emitiram um comunicado oficial sobre a extensão das pilhagens, mas a presença de agentes em pontos críticos da cidade tem sido reforçada numa tentativa de conter a situação. No entanto, muitos cidadãos relatam sentir-se inseguros, com o medo de que a desordem se alastre ainda mais.
Representantes dos sindicatos de taxistas, que convocaram a greve, apelaram à calma e distanciaram-se dos atos de pilhagem, afirmando que a sua manifestação é pacífica e visa apenas chamar a atenção do governo para as dificuldades económicas que enfrentam. No entanto, a deterioração da ordem pública durante a paralisação coloca uma pressão adicional sobre as negociações entre os taxistas e o executivo angolano.
