Angola: Violência e pilhagens marcam greve de taxistas em Luanda

A greve de três dias dos taxistas angolanos, que teve início esta segunda-feira, 28 de julho de 2025, em protesto contra o aumento do preço do gasóleo, atingiu um ponto crítico com relatos crescentes de pilhagens e atos de vandalismo em várias zonas da capital, Luanda. A paralisação, que já causava graves constrangimentos na mobilidade urbana, agora agrava-se com a escalada da violência e desordem.

As redes sociais e alguns meios de comunicação locais têm partilhado vídeos e testemunhos de estabelecimentos comerciais, nomeadamente supermercados e pequenas lojas, a serem alvo de saques. A escassez de transporte público e a frustração crescente da população, aliadas à falta de policiamento eficaz em algumas áreas, parecem ter contribuído para a atmosfera de instabilidade.

As autoridades policiais ainda não emitiram um comunicado oficial sobre a extensão das pilhagens, mas a presença de agentes em pontos críticos da cidade tem sido reforçada numa tentativa de conter a situação. No entanto, muitos cidadãos relatam sentir-se inseguros, com o medo de que a desordem se alastre ainda mais.

Representantes dos sindicatos de taxistas, que convocaram a greve, apelaram à calma e distanciaram-se dos atos de pilhagem, afirmando que a sua manifestação é pacífica e visa apenas chamar a atenção do governo para as dificuldades económicas que enfrentam. No entanto, a deterioração da ordem pública durante a paralisação coloca uma pressão adicional sobre as negociações entre os taxistas e o executivo angolano.

3 Comments

  1. Johnny Mukulanda

    Deviam ter tirado ilações do Poder Popular q foi o funeral do Nagrelha. Na sua ignorância do eu quero, eu posso, eu mando, tá aí o resultado. Começa com a queda do JL. A velha raposa q é o MPLA tal como fez com JES qdo este descambou em popularidade, vai aparecer com outro lobo vestido de cordeiro. Só resta saber como o Povo vai então reagir.

  2. Alfredo Jolomba

    O povo está saturado com o governo vimos isso nas periferias de Luanda. Há solução para acabar com essa situação…!

  3. Alfredo Jolomba

    Se for possível falar diretamente com o presidente da república de Angola João Manuel Gonçalves Lourenço, sobre o meu ponto de vista o país daria outro passo…
    _Ele foi o único presidente que chamou a atenção da nação quando disse: “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”.
    Se me permitisse falar com ele acredito que alguma coisa seria diferente…!

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