O Brasil deu mais um passo para abrir as portas do mercado internacional aos seus pequenos agricultores. Numa reunião realizada à margem da 2.ª Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares, em Adis Abeba, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, reuniu-se com a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Cindy McCain, para discutir mecanismos que permitam aos produtores rurais brasileiros atender às exigências do comércio global.
Wellington Dias destacou que a parceria com o PMA vai oferecer apoio técnico e capacitação para que os produtos da agricultura familiar atinjam os padrões de qualidade exigidos pelo programa das Nações Unidas, que atua em mais de 120 países.
O ministro descreveu o esforço como uma espécie de versão internacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado no Brasil para garantir mercado à produção de comunidades rurais e, agora, adaptado para conectar esses agricultores a compradores estrangeiros.
Cindy McCain, que lidera a maior agência humanitária de combate à fome do mundo, reforçou que o PMA está alinhado com as prioridades do governo Lula na transformação dos sistemas alimentares.
A dirigente sublinhou ainda que a iniciativa brasileira pode servir de modelo para outros países, ao combinar combate à fome com inclusão produtiva.
O encontro também avançou a proposta do presidente Lula para que a Agência Brasileira de Exportação (Apex-Brasil) participe na criação de canais que aproximem a agricultura familiar do mercado global.
“É um passo fundamental para ampliarmos a presença dos pequenos produtores no comércio internacional, aliando inclusão produtiva e segurança alimentar”, resumiu Wellington Dias.
