O Pessoas Trabalho e Solidariedade (PTS) criticou a composição do novo Governo e da nova Assembleia Nacional de Cabo Verde. Uma das críticas refere-se ao facto de serem excluídos jovens e mulheres dos centros de decisão.
Outra crítica diz respeito ao facto de, segundo o partido, a atual configuração dar continuidade à “velha política”. Tratam-se de observações feitas através de uma nota, divulgada depois da tomada de posse dos novos órgãos de soberania.
Para o PTS, presidido por Jónica Brito, os resultados das eleições legislativas de 17 de maio refletem uma reduzida representação da juventude, uma vez que, dos 72 deputados eleitos, apenas quatro têm menos de 40 anos.
A formação política considera que esta realidade traduz uma “exclusão geracional escancarada” e afasta o Parlamento das preocupações dos mais jovens, entre as quais questões relacionadas com o desemprego, a pobreza e as dificuldades enfrentadas por uma parte significativa da população.
Quanto à composição do novo Governo, liderado por Francisco Carvalho, o PTS lembrou que o primeiro-ministro tinha prometido um Governo “magro e enxuto”, entre 11 e 14 membros, mas apresentou um gabinete composto por 18 elementos, com apenas três mulheres e sem jovens entre os principais responsáveis governativos.
“Nós lutamos pelo fim do bipartidarismo, mas o que vemos é a manutenção da velha política, agora com menos diversidade e mais exclusão. A alternância que defendemos não chegou, ainda”, concluiu o partido.
