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Guiné-Bissau: Capital FM descreve panorama negro contra jornalistas

A rádio privada Capital FM exige a identificação e responsabilização dos autores do espancamento da sua jornalista, Djuma Culibali, ocorrido nesta quarta-feira, 31 de julho, durante a cobertura de uma vigília dos professores no Ministério da Educação Nacional.

Na missiva assinada pelo Diretor Executivo Interino do referido órgão de comunicação, Tiago Seidi, e que foi enviada ao ministro do Interior, Botche Candé, a Direção da Rádio tida como antagónica ao regime no poder descreve que a jornalista Djuma Culibali “foi brutalmente espancada até desmaiar” pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR), com agentes encapuçados, tendo os mesmos perseguido “outro repórter” da mesma estação emissora.

“Para nós, esta ação da PIR foi premeditada, porquanto os jornalistas em causa não representavam nenhuma ameaça ao exercício constitucional da PIR de garantir a segurança aos manifestantes”, replicou a Rádio Capital FM ao ministro do Interior na carta datada de  01 de agosto.

A Direção da Rádio Capital FM lembra as autoridades que “foi por duas vezes atacada por homens armados, deixando alguns dos seus funcionários, até hoje, com sequelas, e sem que a justiça seja feita sobre o caso”.

Entretanto, exige ao ministro do Interior que acione junto das estruturas sob a sua dependência medidas para a responsabilização de todos os agentes destacados para assegurar a vigília dos professores contratados, uma vez que acabaram por colocar em causa e de forma grave a integridade física dos seus repórteres.

“A nosso ver, a responsabilização é uma medida que irá desencorajar os actos de género que beliscam a imagem de uma instituição que, por lei, tem a missão de proteger os cidadãos e os seus bens. Sem mais assunto, subscrevemo-nos com a mais alta consideração”, concluiu.

Mamandin Indjai

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