Os sindicatos dos sectores da Educação e Saúde, agrupados na Frente Social, anunciaram uma nova paralisação caso o governo guineense não atender às exigências que constam no Caderno reivindicativo entregue ao Executivo esta quinta-feira, 29 de Agosto.
Apesar de fecho do ano lectivo 2023/2024, que conheceu quatro vagas de greves, a Frente Social garantiu que vai condicionar o início do próximo ano escolar.
“Entre os pontos elencados no Caderno Reivindicativo, os mais urgentes são, o pagamento do salário aos professores de novos ingressos em contratados e que alguns estão a trabalhar há mais de um ano sem salário. Pagamentos das diferentes dívidas contraídas com os técnicos da educação e da saúde. A efectivação, diuturnidade, requalificação dos técnicos destas duas áreas e a melhoria das condições laborais de trabalho”, informou durante uma conferência de impressa, Ioio João Correia, porta-voz das organizações sindicais dos sectores da Educação e Saúde.
“Quando vimos muitos investimentos na área da Defesa e Segurança em relação a estes dois sectores sociais, questionamos se a Guiné-Bissau está em guerra”, sublinhou o sindicalista que alertou o governo, chefiado por Rui Duarte Barros, que aproveitou para lembrar que “o início do ano lectivo 2024/25 está à porta e os problemas apresentados pelos sindicatos não foram cumpridos nem 10 por cento”, tendo vincado “que não querem que as aulas nas escolas públicas comecem com paralisações”
Mamandin Indjai
