O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau (SINJOTECS) realiza esta quinta-feira, 29 de janeiro, em Bissau, uma reunião estratégica do Comité Nacional para a Segurança dos Jornalistas, num contexto marcado por crescentes desafios à liberdade de imprensa e à proteção dos profissionais da comunicação social no país.
Segundo o comunicado à imprensa emitido esta quarta-feira, 28 de janeiro, o encontro tem como principal objetivo reforçar os mecanismos de proteção dos jornalistas e técnicos de comunicação social, bem como promover a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e o acesso à informação, considerados pilares essenciais de qualquer sociedade democrática.
Durante a reunião será apresentado o Guia Prático para a Disseminação do Quadro Nacional para a Segurança dos Jornalistas, um instrumento que o SINJOTECS classifica como fundamental para a prevenção de riscos e para a proteção dos profissionais no exercício das suas funções. O documento pretende servir de referência para orientar ações concretas de segurança, sensibilização e resposta a situações de ameaça ou violência contra jornalistas.
O encontro abordará igualmente a necessidade de mobilizar financiamentos destinados às atividades do Comité Nacional de Coordenação para a Segurança dos Jornalistas, reconhecendo que a sustentabilidade das ações de proteção depende de recursos financeiros adequados. Nesse sentido, será discutida uma estratégia integrada de mobilização e de advocacia junto de diferentes atores sociais, políticos e religiosos, com vista a garantir maior envolvimento institucional e comunitário na defesa da liberdade de imprensa.
No seu comunicado, o SINJOTECS reafirma o compromisso firme com a defesa dos direitos dos jornalistas e dos técnicos de comunicação social, sublinhando que a segurança dos profissionais da informação é uma condição indispensável para a existência de um espaço mediático livre, plural e independente.
A organização sindical convida ainda os diversos atores institucionais e sociais a associarem-se a este esforço coletivo, considerando que apenas através de uma ação concertada será possível criar um ambiente mediático mais seguro e respeitador dos princípios democráticos na Guiné-Bissau.
