As estatísticas do comércio externo divulgadas esta sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram que Macau exportou 1,30 mil milhões de patacas e importou 11,22 mil milhões de patacas em outubro de 2025, aumentando 7,9% e 0,7%, respectivamente, face ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do crescimento das exportações, o défice da balança comercial manteve-se elevado, atingindo 9,92 mil milhões de patacas.
A reexportação cresceu 8,0% em outubro, impulsionada sobretudo pelos relógios de pulso, cujo valor aumentou 13,8%. Já os diamantes e joalharia com diamantes recuaram 7,9%. As exportações domésticas também registaram um desempenho positivo (+6,7%), com destaque para os produtos farmacêuticos e químicos orgânicos, que subiram 70,5%. Pelo contrário, o vestuário voltou a cair (-22,7%). Do lado das importações, destacou-se o aumento da joalharia em ouro (+30,6%) e dos combustíveis e lubrificantes (+19,6%), enquanto malas e carteiras diminuíram 15,5%.
Entre janeiro e outubro de 2025, Macau exportou 11,61 mil milhões de patacas em mercadorias, mais 2,7% em termos anuais. A reexportação cresceu 3,3%, mas a exportação doméstica recuou 2,7%. As importações totalizaram 102,34 mil milhões de patacas, uma queda de 3,5% face ao período homólogo, o que resultou num défice comercial acumulado de 90,73 mil milhões de patacas. Neste período, as exportações para o Interior da China cresceram 62,2%, enquanto as destinadas aos Estados Unidos e à União Europeia registaram quebras.
Quanto à origem das mercadorias, verificaram-se decréscimos nas importações provenientes do Interior da China e da União Europeia, mas aumentos nas mercadorias produzidas na Região Administrativa Especial de Hong Kong. Analisando por categorias, os bens de consumo caíram 2,1%, com destaque para a descida de vestuário e calçado (-6,1%). Em sentido inverso, a joalharia em ouro manteve a tendência de crescimento, subindo 11,7% nos primeiros dez meses do ano.
