O presidente da Renamo, Ossufo Momade, considera que as eleições gerais de 09 de outubro não foram legítimas e pediu a anulação das mesmas.
Recorde-se que a Renamo ficou em terceiro lugar no Parlamento, com apenas 20 dos 250 assentos. Passou assim de segunda grande força política para terceira, tendo sido ultrapassada pelo PODEMOS, que apoiou o candidato presidencial Venâncio Mondlane e passou de partido extraparlamentar para segunda força política, estreando-se no Parlamento com 31 deputados.
“Estas não foram eleições. Foi um crime, um desrespeito e violação flagrante dos direitos fundamentais”, afirmou Momade durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo.
O dirigente mencionou várias irregularidades, como enchimento de urnas, infiltração de actas e editais falsos, além de manipulação dos resultados eleitorais, com discrepâncias numéricas entre os editais distritais e as mesas de votos.
“Declaramos, aqui e agora, que não aceitamos os resultados e vamos usar todos os mecanismos internos e internacionais para que estas eleições sejam declaradas inexistentes e que seja feita justiça eleitoral”, concluiu, tendo deixado ainda o aviso de que “a Renamo não se responsabiliza pelos possíveis eventos pós-eleitorais”.
