O Centro de Integridade Pública (CIP) de Moçambique divulgou que os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) mostram 170.000 votos falsos para a Frelimo e o seu candidato presidencial, Daniel Chapo.
É mencionado que nas eleições gerais de 09 de outubro cada eleitor chegou e recebeu três boletins de voto, um para cada uma das três eleições. Havia três urnas separadas e ninguém denunciou eleitores que colocaram boletins de voto numa caixa e não nas outras.
A CNE relatou também que na Zambézia houve 56.000 eleitores que colocaram boletins de voto na urna para o Parlamento, mas não para o Presidente da República. Já em Inhambane, 6% dos eleitores supostamente votaram para o Parlamento, mas não para o Presidente, e ninguém se apercebeu.
Por sua vez, o CIP concluiu que os números da CNE contam uma história diferente. A seu ver, claramente todos os eleitores votaram nas três eleições, mas alguns colocaram boletins de voto extra numa das eleições, ou os funcionários eleitorais acrescentaram votos extra quando redigiram os boletins de resultados.
Ainda de acordo com o CIP, a maioria na CNE, incluindo o seu presidente, o bispo Carlos Matsinhe, aceitou números impossíveis. Isto porque os mesmos mostram, alegadamente, uma história de 170.000 votos falsos.