A Polícia da República de Moçambique (PRM) declarou que usa “meios legítimos” para dispersar manifestantes, tendo dado como exemplo o “gás lacrimogéneo”.
No entanto, também admitiu a possibilidade de haver feridos durante a dispersão de protestos que bloqueiam as vias e a circulação de pessoas e de bens.
“Os apelos esgotam-se, pelo que as pessoas devem abster-se de cometer vandalismo, de bloquear vias e, nestas circunstâncias de esgotamento desses apelos, às vezes os manifestantes ou os que se propõem a manifestar-se vão criando situações de vandalismo e nós temos meios legítimos de prevenção a estes factos”, afirmou o chefe das Relações Públicas do Comando-Geral da PRM, Leonel Muchina, nesta terça-feira, 18 de março.
“Há serviços sociais que são colocados em causa, as pessoas não podem ter acesso aos hospitais, justamente porque alguns entendem que o seu direito tem maior valor em relação aos outros e, nestas circunstâncias, às vezes há necessidade, sim, de haver dispersão de massas para possibilitar o acesso da via”, concluiu.
