A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos como “o mais grave crime contra a humanidade”. O texto foi adotado com 123 votos a favor, três contra e 52 abstenções, entre as quais a de Portugal.
A resolução sublinha que a escravização de africanos constituiu uma rutura profunda na história da humanidade, cujas consequências se prolongam até aos dias de hoje. O documento apela aos Estados-membros para que considerem pedidos formais de desculpa e contribuam para um fundo de reparações destinado a enfrentar os impactos históricos do tráfico de escravos.
Entre os países lusófonos, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe votaram a favor e copatrocinaram o texto, apresentado por Timor Leste.
O documento defende ainda a restituição de bens culturais e históricos retirados durante o período colonial, incluindo artefactos, obras de arte e arquivos, como forma de reparação simbólica e material. A medida é considerada essencial para reforçar a identidade cultural e garantir o pleno exercício dos direitos culturais das gerações presentes e futuras.
