O Partido Comunista de Cuba aprovou um conjunto de reformas económicas destinadas a estimular a atividade privada e atrair investimento, numa altura em que o país enfrenta uma profunda crise económica agravada pelas sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos.
As medidas preveem a abertura de novos setores da economia ao investimento privado, incluindo áreas como o turismo, a agricultura, o setor imobiliário e o comércio externo. O plano contempla ainda uma maior autonomia para empresas estatais e administrações locais, bem como incentivos ao investimento estrangeiro, incluindo por parte de cubanos residentes no exterior.
O Governo cubano defende que as reformas visam modernizar a economia sem comprometer os princípios do sistema socialista. A direção do Partido Comunista garantiu que as mudanças não representam um afastamento do modelo político vigente, classificando-as como uma resposta necessária aos atuais desafios económicos.
As reformas surgem num contexto marcado por escassez de combustível, frequentes cortes de energia e dificuldades de abastecimento, fatores que têm alimentado o descontentamento popular e provocado manifestações pontuais em várias regiões do país.
A pressão dos Estados Unidos intensificou-se nos últimos meses, com novas restrições económicas que afetaram setores estratégicos da economia cubana, nomeadamente o turismo e a importação de combustíveis.
O próximo passo será a apreciação das medidas pela Assembleia Nacional do Poder Popular, responsável por transformar as propostas em legislação.
