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EUA querem influência nas regras digitais da UE, mas Bruxelas recusa interferência

Os Estados Unidos estão a pressionar a União Europeia para terem um papel consultivo na aplicação da Lei dos Mercados Digitais (DMA), legislação que regula as grandes plataformas tecnológicas. A proposta surge no âmbito das negociações para um possível acordo comercial entre os dois blocos, mas Bruxelas recusa ceder.

Washington defende a criação de um novo órgão consultivo com representantes das empresas visadas, como Google, Apple, Meta ou Amazon. No entanto, fontes europeias garantem que a Comissão não aceitará qualquer estrutura que envolva entidades reguladas nas decisões de aplicação da lei.

A legislação europeia prevê sanções até 10% do volume de negócios global das empresas em caso de incumprimento. Apesar disso, a Comissão tem privilegiado uma abordagem de diálogo e conformidade, com coimas até agora relativamente modestas.

O contexto é de tensão crescente, após Donald Trump anunciar novas tarifas aduaneiras sobre produtos da UE e do México. Bruxelas mantém-se aberta ao diálogo, mas garante que está pronta para reagir com medidas de retaliação, sem abdicar da sua autonomia regulatória.

A Comissão está ainda a preparar uma revisão para simplificar algumas obrigações legais, sobretudo para aliviar encargos sobre as PME. No entanto, não estão previstas alterações ao conteúdo da legislação digita

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