O Presidente da China, Xi Jinping, realizará na próxima semana uma visita oficial à Coreia do Norte, a primeira desde 2019, num momento marcado por mudanças no equilíbrio geopolítico da região.
A deslocação surge numa altura em que Pyongyang tem aprofundado a cooperação com a Rússia, incluindo apoio militar relacionado com o conflito na Ucrânia. Analistas consideram que Pequim pretende reafirmar a sua influência junto do regime norte-coreano e preservar os seus interesses estratégicos no nordeste asiático.
A China continua a ser o principal parceiro comercial e um dos maiores apoiantes económicos da Coreia do Norte. Os dois países mantêm um tratado de cooperação assinado há mais de seis décadas, que prevê assistência mútua em caso de agressão externa.
A visita deverá servir para reforçar as relações bilaterais e discutir questões de segurança regional, incluindo o programa nuclear norte-coreano. Recentemente, Pyongyang anunciou novos planos para expandir a sua capacidade nuclear e revelou uma instalação ligada à produção de material para armamento atómico.
Especialistas acreditam que Kim Jong-un procura fortalecer a posição internacional do país e aumentar a sua margem de negociação junto das grandes potências, aproveitando a aproximação simultânea à Rússia e à China.
A deslocação de Xi Jinping é vista como um sinal de que Pequim pretende manter um papel central nos assuntos da Península Coreana, numa fase em que a influência russa sobre Pyongyang tem vindo a crescer.
