A Coreia do Norte retirou da Constituição todas as referências à reunificação com a Coreia do Sul, numa mudança histórica que reforça a posição de Pyongyang de considerar Seul como um “Estado inimigo”.
A nova revisão constitucional também consolida o poder de Kim Jong-un como chefe de Estado e comandante exclusivo das forças nucleares do país, além de reafirmar a Coreia do Norte como uma “potência nuclear responsável”.
As alterações surgem num contexto de crescente tensão entre as duas Coreias, marcado por testes de mísseis, reforço militar na fronteira e o afastamento de qualquer perspetiva de diálogo ou reunificação.
Pyongyang tem ainda aprofundado a aproximação à Rússia, incluindo apoio militar à guerra na Ucrânia, enquanto Seul tenta reabrir canais de confiança com o regime norte-coreano.
