A economia espanhola tem mostrado uma recuperação sólida após a pandemia, com crescimento acima da média europeia impulsionado pelo turismo e pelos fundos de recuperação. Porém, um novo relatório da OCDE adverte que o país está entre os mais vulneráveis às alterações climáticas na Europa, enfrentando perdas humanas e económicas cada vez maiores.
Segundo o estudo, Espanha já registou 12,2 mil milhões de euros em prejuízos causados por fenómenos extremos em 2025, valor que poderá quase triplicar até 2029.
A organização identifica secas prolongadas, cheias repentinas, ondas de calor e incêndios florestais como riscos que ameaçam o crescimento, a saúde pública e o ambiente.
Os incêndios florestais avançaram de forma alarmante: mais de 380 mil hectares arderam este ano, quase cinco vezes a média anual. Cientistas apontam que as condições de calor e secura que favorecem grandes fogos são hoje muito mais frequentes devido ao aquecimento global.
Apesar de progressos importantes no setor elétrico — com solar e eólica a fornecerem mais de metade da produção anual — a OCDE alerta que a procura de eletricidade aumentará 40% até 2030, exigindo reforço das redes, interligações e armazenamento. O transporte mantém-se como um dos maiores desafios, responsável por um terço das emissões espanholas.
O relatório conclui que Espanha precisa de acelerar políticas de adaptação e mitigação climática para proteger a sua economia e reduzir o impacto crescente dos fenómenos extremos.
