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Especialistas europeus defendem maior acesso à educação financeira

Especialistas e organizações de vários países europeus defenderam um maior acesso da população a programas de educação financeira de qualidade, durante o Fórum Europeu de Alpbach. A iniciativa, apoiada pelo Instituto do Banco Europeu de Investimento (BEI), resultou na adopção da Declaração de Alpbach sobre Educação Financeira, que estabelece prioridades para reforçar a literacia financeira na União Europeia.

De acordo com os dados mais recentes da Comissão Europeia citados pelo BEI, apenas 18% dos cidadãos da União Europeia apresentam um nível elevado de literacia financeira. A preocupação ganha importância perante a crescente complexidade das decisões relacionadas com poupanças, investimentos, reforma e utilização de serviços financeiros digitais, num contexto em que a União Europeia procura igualmente mobilizar mais investimento privado através da União de Poupança e Investimentos.

A declaração estabelece quatro prioridades: aproximar a experiência prática dos debates sobre políticas públicas, partilhar ferramentas e métodos de educação financeira de qualidade entre os diferentes países, reforçar a cooperação e as competências dos profissionais do sector e ampliar o acesso à formação, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis. Para o vice-presidente do BEI, Marko Primorac, a educação financeira deve proporcionar aos cidadãos não apenas conhecimentos sobre produtos financeiros, mas também confiança e competências para lidar com um contexto económico cada vez mais complexo.

O primeiro laboratório da Aliança Europeia de Profissionais da Educação Financeira (FIN.e) reuniu dez organizações de nove Estados-Membros — Áustria, Croácia, Chipre, Alemanha, Hungria, Polónia, Roménia, Eslováquia e Espanha. As entidades, que trabalham directamente com alunos, escolas, famílias e comunidades, partilharam experiências e identificaram métodos que poderão ser adaptados e utilizados noutros países europeus.

A FIN.e pretende agora criar grupos de trabalho, promover a aprendizagem entre profissionais e reforçar a participação da experiência prática na definição das políticas nacionais e europeias. Até ao final de 2028, a aliança ambiciona reunir pelo menos 27 organizações e mais de 4.000 profissionais, com o objectivo de aumentar a qualidade e o alcance da educação financeira em toda a Europa e garantir que as políticas sejam cada vez mais baseadas em práticas que demonstram resultados no terreno.

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