Garantir níveis adequados de gás para o inverno poderá custar à União Europeia até quase o dobro face ao ano passado, segundo estimativas do Bruegel.
Com as reservas atualmente em cerca de 28% da capacidade, o objetivo europeu mantém-se nos 80% até novembro. Dependendo do preço do gás, o custo total pode variar entre 26 mil milhões e 44 mil milhões de euros — um aumento entre 20% e 95% face a 2025.
Este agravamento está ligado à subida dos preços da energia e à incerteza geopolítica, nomeadamente no Médio Oriente, que tem pressionado o mercado.
Portugal destaca-se no panorama europeu, apresentando o nível de armazenamento mais elevado em termos percentuais, com cerca de 87%. Seguem-se países como Espanha e Itália, enquanto outros, como os Países Baixos, registam níveis significativamente mais baixos.
Os analistas alertam que alcançar a meta até ao inverno será mais desafiante este ano e que um reabastecimento acelerado poderá contribuir para novas subidas de preços no mercado europeu de gás.
