A União Europeia está a preparar um conjunto de contramedidas no valor de 72 mil milhões de euros para responder à ameaça dos Estados Unidos de aplicarem uma tarifa de 30% sobre a maioria dos produtos europeus a partir de agosto. Entre os países mais vulneráveis estão Irlanda, Alemanha e Países Baixos, devido à elevada exposição às importações americanas, sobretudo nos setores da aviação, maquinaria, automóveis e dispositivos médicos.
A Irlanda, líder mundial em locação de aeronaves, poderá ser a mais afetada, enfrentando perdas significativas no PIB caso os direitos aduaneiros dos EUA se concretizem.
A Alemanha e os Países Baixos também correm riscos elevados, especialmente pela forte integração das suas cadeias de abastecimento com os EUA.
Apesar de a inflação europeia poder sofrer apenas um impacto moderado, os especialistas alertam para perturbações nas cadeias de abastecimento e no setor dos serviços, dado o elevado recurso da UE a serviços tecnológicos e financeiros norte-americanos.
Bruxelas continua a procurar um acordo, mas prepara-se para retaliar se as negociações falharem.
