O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, foi eleito presidente da Assembleia das Nações Unidas, após vencer uma votação disputada contra Andreas Kakouris. O diplomata bengalês obteve 99 votos, contra 91 do seu adversário, assumindo funções a 8 de setembro para um mandato de um ano.
A sua eleição acontece num período particularmente desafiador para as Nações Unidas, marcado por conflitos internacionais, alterações climáticas, dificuldades no financiamento do desenvolvimento e divisões geopolíticas crescentes. Durante o mandato de Rahman decorrerá também o processo de escolha do sucessor de António Guterres, cujo mandato terminará no final de 2026.
No discurso de liberdade, Khalilur Rahman afirmou assumir o cargo com “humildade e respeito”, reconhecendo que a confiança no sistema multilateral está a ser colocada à prova. O novo presidente defendeu a necessidade de reforçar a cooperação internacional e de restaurar a renovação das instituições globais.
Entre as prioridades da 81.ª sessão destacam-se a promoção da paz e da segurança, a melhoria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a ação climática, a defesa dos direitos humanos, a regulação de tecnologias emergentes como a inteligência artificial e o avanço das reformas da ONU. O tema escolhido para a sessão será “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos” .
A nova sessão da Assembleia Geral terá início a 8 de setembro, reunindo os 193 Estados-membros da ONU num momento decisivo para o futuro da governação global e do multilateralismo.
